Por Cate
Acordo com minha cabeça encostada no ombro de Nick... Me assusto na hora. Será que tinhamos feito...? Dai eu analiso o lugar onde estava. Tinha uma TV enorme com a tela de espera de um DVD e me parecia uma sala. Tinha muitas pessoas no lugar, estava assim: Peter, David, Lucy, Eu, Nick, Dough, Amy, Mary, Will
Será que nós tinhamos feito...?
Levanto e vejo que no sofá o pequeno Math dormia. E então eu lembro que na noite passada haviamos assistido acho que uns três filmes e nós todos acabamos caindo no sono com Monstros S.A
Vou para a cozinha que estava vazia. Tomo liberdade de pergar duas tampas de panela e volto pra sala. Vocês já sabem o que eu fiz né?
Para os letos eu vou explicar. Eu fui e bati com a maior força do mundo as duas tampas. A galera pula e TODOS acordam... Começo a rir. Quando eu disse todos o Math também estava incluído. Enquanto ria ele bateu super forte na inha bunda... Menino abusado...
– Aiê - grito e a galera ri de mim - vamos gente, temos que ir pra escola...
E dai você pergunta... Como que 9 adolescentes irão ir pra escola com a roupa do dia anterior... Então eu digo pessoas... Mary, Lucy e Peter não contam. Peter é vizinho e Mary e Lucy moram aqui... Mas é os outros 6? Eu digo a vocês que nós fomos com a mesma roupa. O pessoal vai pensar merda mas e dai? Quem disse que a gente liga? Somos pessoas normais e não estamos nem ai pro que os outros pensam.
– Vamos tomar café? - Mary pergunta
A galera vai pra cozinha. Sentamos e conversamos enquanto Lucy fazia o café e Math e Mary colocavam as coisas na mesa. O pai de Lucy aparece na cozinha de terno e tudo...
– Bom di... - ela diz e para quando vê um bando de esfomeados na asa dele.
– BOM DIAAAA - gritamos e Lucy ficou quieta só fazendo café.
– Achei que só tinha Mary e Lucy aqui...
– Você não viu o nosso acampamento na sala? - Amy pergunta
– Não... Cheguei super cansado ontem...
A galera volta a conversa como se Robert não estivesse ali. Tomamos e comemos o café que já estava pronto. Assim que terminamos Lucy e Mary sobem pro quarto pra trouca de roupa. Peter vai pra sua casa e diz que depois ele voltava. Ele parecia meio triste ainda...
Ficamos dobrando as coberta e Mary e Lucy voltam . Peter logo chega e vamos pra escola. Chegando lá David vai falae com a Trishata
Por David
Chego no armario de Trish. Ela vestia uma calsa e uma blusa que cobria sua barriga inteira... Estava... Diferente
– Oi Trish
– David... O que faz aqui? - ela me chama por meu nome e parecia simpática
– Er... Eu vim aqui te dar uma notícia triste... - preucupação invade seu rosto - Mas antes eu quero saber quem é você e o que fez com a Trishata
– Trishata? É assim que vocês me chamam? Até que é um apelido divertido... "Trishata" Gostei... E respondendo a sua pergunta eu sou eu mesma... Não mudei em nada. Você que ta pirando ai... E qual é a noticia ruim? - ela volta a ficar preucupada
– O pai do Peter morreu - digo e ela me abraça e começa a chorar. Sério, quem é essa garota? a Trish me disse que nunca chora. Ela é fria igual ao seu coração.... Não é assim. Pelo menos não comigo
– Cadê o Peter? - ela diz limpando as lagrimas e borrando o pouco de maquiagem que usava.
– Na frente do colegio
Ela sai correndo a procura dele. Ao ver ela correndo não sei explicar direito o que ocorre comigo. Meu estomago embrulha. Meu coração dispara e eu fico com raiva de Peter. Não, não está acontecendo nada...
Provavelmente foi alguma coisa que eu comi na casa da Lucy
Vou pra sala e me preparo pra encarar sentado três professores um atrás do outro por três horas... Eita vida boa hein...
Por Peter
Eu estava na frente do colegio conversando com Lucy até que Trish chega e me abraça forte.
– Peter... O David me contou. Não fica triste ta... Se precisar de um amiga fala comigo viu... Não fica sofrendo em silêncio viu? Coisas do tipo você tem que falar para os amigos, e pra isso que eles servem - enquanto Trish falava Lucy a olhava boquiaberta
– Espera... - ela diz - quem é você e o que fez com a Trish metida, chata, implicante, idiota, puta... Cadê ela - Ela vai falando contando nos dedos, e depois fica olhando provavelmente procurando tal Trish
Trish me olha e nós rimos
– Ah.. oi Lucy nem tinha te visto ai... E já to vendo que vou ter que explicar pra todo mundo. É o seguinte, Lucy, eu não sou tudo isso que você falo... Eu sou de acordo com o Peter, uma pessoa legal. E ele pediu pra eu mostrar pras pessoas esse lado meu, e eu resolvi experimentar...
– Era isso que eu queria te contar naquele dia Lucy. Trish não é essa que todo mundo conhece.
– Então ta né? Eu vou ir pra sala ta? - ela sai me deixando sozinho com a Trish. Ela me abraça denovo
– Como esta?
– To bem, fica tranquila... Ontem eu tava.. bem pior
– Foi ontem? Pete por que não me conto?
Conto a ela toda a historia e que o enterro será hoje a tarde. Ela diz que vai ir e nós vamos pra aula.
–-//--
Depois da aula tinhamos treino. Peço a Trish contar tudo pra treinadora e liberar o grupo para podermos ir no enterro...
Nós vamos com uma van que a minha mãe alugou.
Meu coração pulsava em meu peito.. Eu não tava preparado pra esse tipo de coisa... Mas afinal quem estaria?
Cheguei ao local. Possuia um pátio onde todas as pessoas olhavam pra mim com dor. Havia bancos nesse pátio. Ele era aberto somente no meio. As pessoas sentavam e se alcalmavam. Nos fundos tinha uma escada que levava para outro cômodo que talvez eu iria depois. Do meu lado direito tinha a sala. Entrei devagar temendo o que veria. Tinha diversas poltronas apontadas pro caixão. Alguns buques com mensagens do tipo "Lembranças da Familia Johnson" "Sentiremos sua falta Querido Irmão" "Esposo. Pai. Irmão. Amigo. Amamos Você"
Me encaminho para o caixão com Mary e David ao meu lado. Sinto olhares voltados pra mim, isso não ajudava em nada. E então eu olho o meu pai. Com leves ferimentos na cabeça e o olho roxo. Usava um terno. Toquei em sua pele. Gélida feito mármore. As lagrimas insistiam em cair... Apoio minha cabeça no ombro de Mary e começo a chorar. Nem ela, nem David nada diziam... Era melhor assim.. Eles sabiam que era dificil pra mim e um abraço e melhor do que qualquer outro ressentimento... Beijo a testa de meu pai e começo a comprimentar a familia.
Depois vou falar com minha mãe;
– Quer um pouco de água? - ela pergunta
– Pode ser...
– Deça aquela escada e vire em uma salinha... Tem uma cozinha lá - ela aponta para a escada que eu tinha visto antes.
Deço lá com a galera. Na cozinha tinha apenas uma mesa. UNs armários e uma geladeira. Lucy abre a geladeira e me entrega uma garrafa de água. Sento em uma cadeira. Mary e David se sentam ao meu lado, e o resto fica em pé ou encostado na parede. Suspiro e bebo um gole d'agua
– Peter é bom você não ver o enterro... - Lucy diz tomando água também - você se despede e daí vem pra cá... É melhor.. - Assinto. Queria ir embora dali.. Não queria ficar mais lá... Eu não sei por que mas aquilo não estava me fazendo bem.
Subo novamente e sento em uma daqueles bancos que era no pátio. Começou a chover forte... Ficava olhando o movimento e as gotas de chuva cairem na parte aberta. A galera preferiu me deixar sozinho e tinham razão eu precisava pensar um pouco. Mais ou menos uma hora depois eu volto pro lugar onde o caixão estava. Tinha mais pessoas na sala. Me aproximei novamente do caixão e olhei para o meu pai uma ultima vez. Como num flaxe veio em mente todas as brigas. Todas as discussões que eu tinha com meu pai... Todas as vezes que eu briguei com ele por ele ter traido minha mãe. Me arrependi de tudo. De não ter visitado ele. De não ter sido um bom filho. Quando me dou por mim as lagrimas escorriam pelo meu rosto em pedido de perdão. Sinto uma mão em meu ombro.
– Peter... Ta na hora... - Lucy diz e eu vou com ela pra cozinha
Ela se senta ao meu lado e eu começo a desabafar. Acabamos chorando juntos na cozinha. A galera nos encontra e nos abraçamos em grupo. Como um Verdadeira Familia
Notas finais do capítulo
o que acharam? Desculpem pelo drama pessoas...
O proximo capitulo não será tão tenso, e não será sitado esse problema
Bjux até a proxima
O proximo capitulo não será tão tenso, e não será sitado esse problema
Bjux até a proxima