segunda-feira, 2 de julho de 2012

My Favorite Boy - Capitulo 13 - Errando e Aprendendo


Notas iniciais do capítulo

Esse capitulo está um tanto forte, tremi enquanto escrevia.
Acho que daqui pra frente teremos um pouco de drama.

Depois do treino de Animação vou para a piscina, treinar para o teste de natação, que será amanhã de manhã.
Chegando peço a moça:
– Por favor, pode me dar um maiô?
– Tamanho?
– 14
Ela me entrega um maiô e a toquinha, ambos azul. Vou para a piscina e vejo que os meninos estão fazendo seu teste na piscina esportiva, então eu vou para a piscina de lazer. Ela é tão grande quanto a esportiva, então é mais facil pra mim. Assim eu não atrapalho o teste masculino, e posso treinar.
Vejo Peter, ele nada bem. Quando sai da piscina, ele me vê, e apesar de estarmos longe vejo ele desviar os olhos de mim. Parece que ainda está brabo comigo.Depois converso com ele.
Dou um pulo de bico e tento nadar até o outro lado, o que não acontece. Não sou muito boa em natação, por isso estou treinando, mas, apesar disso, sou apaixonada por água, por isso que quero entrar na natação.
Saio da piscina e tento de novo. Chego até a metade da piscina. É parece que não está adiantando muito esse treinamento. Coloco minhas mãos sobre meu rosto, e me lembro de Josh me obrigando a nadar. Se quer saber a verdade, é essa, estou aqui treinando para que eu possa um dia provar a Josh que eu sei nadar e não sou uma fracassada como ele falava. Lagrimas, idiotas, escapam de meus olhos, por causa de meu fracasso. Eu jamais vou conseguir provar isso a Josh, não importa o quanto tente, sempre vou fracassar.
Limpo minhas lagrimas e tento denovo, e dessa vez vou um pouco mais longe, estou progredindo um pouco. Tento mais uma vez,e mais uma, e mais várias vezes. Não cheguei até o outro lado em nenhuma delas, mas a esperança é a ultima que morre.
....
Depois de treinar umas 10 vezes vejo quea escola está fechando e me lembro que tenho que ir pra casa almoçar, depois me arrumar para ir fazer o trabalho na casa de David.
Passo no vestiario feminino, e tiro meu maiô e coloco a roupa que estava antes, entrego a roupa a moça, e saio dali.
Saindo esbarro em alguém e caio:
– Desculpa - diz uma voz familiar, ele percebe que sou eu e diz:- ah, é só você
– É, oi Peter
– oi - diz ele seco
– por que está brabo comigo? - pergunto com calma
– não te interessa - diz ele ainda seco
– se não me interessasse não estaria perguntando, Peter - digo, um pouco mais seca, e dando ênfase a Peter
– Criança! - diz ele quase gritando - e por que ênfase em meu nome?
– NÃO SOU CRIANÇA, E EU DEI ÊNFASE PORQUE VOCÊ NÃO É O PETER QUE EU CONHECI NA PRAÇA, AQUELE LÁ ERA ATENCIOSO E CARINHOSO, JÁ VOCÊ - digo, gritando, olhando ele de cima a baixo - EU NEM SEI MAIS QUEM É VOCÊ
Saio dali chorando, eu não queria chorar na frente dele, mas ele provocou isso......
Vou pra casa, não aguento mais aquele dia agustiante estava me matando, as vezes eu queria só alguma coisa boa acontecesse nessa merda de vida que é a minha, mas não, eutinha que ter a pior vida do mundo.
Chego em casa, vejo meu irmão, com meus tios e Jen almoçando na cozinha. Olho eles por alguns segundos e depois subo as escadas, entro no meu quarto.
Eu não aguentava mais, precisava fazer aquilo, pego um estilete em uma de minhas gavetas e me corto.
Cortes pequenos, mas intensos. E uma dor enorme. Ainda derramava lagrimas, mas pela dor do corte, não mais por Peter e pela minha imprestavel vida.
A dor era angustiante. E por mais que fosse ruim, era boa também pois me fazia esquecer dos meus problemas, de Peter, do quanto ele foi futil.
– Por que fez isso? - disse uma voz masculina
Vejo o pequeno Math, sentado ao meu lado com lagrimas escorrendo por seu rosto e encostada na porta minha empregada e amiga, Jen. Ela percebe o que estava fazendo e seus olhos se arregalam, ela rapidamente diz:
– Matthew, por favor, vai se arrumar para a escola, depois você conversa com sua irmã
– Não me chama assim, eu odeio esse nome, e eu não quero ir pra escola, eu quero cuidar da minha irmã - nunca tinha visto meu irmão tão brabo como estava ali, me vendo sangrar.
– Math, por favor, depois eu converso com você, afinal, eu tenho que me arrumar para sair - digo, dando um beijo na cabeça dele
Ele assente, e sai do quarto.
– Posso saber por que fez isso, agora? - pergunta Jen tirando o estilete de minha mão
– A minha vida é uma merda! Eu sofro por amor, minha mãe morreu, meus tios e meu padrasto me odeiam,eu nem lembro do meu pai, tenho que cuidar de meu irmãozinho! - digo chorando - você não acha que é muita dificuldade só pra uma garota de 14 anos?
– Concordo com você, mas você ainda não respondeu a minha pergunta - ela parecia tranquila
– Eu simplesmente queria esquecer todos esses problemas que atormentam a minha vida, que a fazem ser o que ela é.O único jeito de esquecer é me matando aos poucos - era isso que eu estava fazendo, me matando aos poucos.
– Sabe, Lucy eu me cortava quando tinha a sua idade, e isso não melhorava nada, só dificultava ainda mais. Sentir dor, não vai melhorar a sua vida, pelo contrário, só vai piorar. Vamos lavar esse seu braço, afinal você não pode sujar de sangue suas roupas.
Vamos para o banheiro, lavo meu pulso e braço, e aproveito pra lavar meu rosto.
Volto pro quarto, Math estava lá.
–Possso saber agora? - ele pergunta
– Math não foi nada, foi apenas uma recaida. Não vou mais fazer isso
– Promete? - diz ele sorrindo
– Prometo - sorrio de volta
Ouço a busina lá fora, era a condução de Math
– É melhor você ir tampinha - digo dando um beijo em sua cabeça e depois batendo na bundinha dele
Ele sai do quarto. E escolho uma roupa. Pego uma blusa vermelha de manga longa, para esconder os cortes, um short, um all star e faço uma maquiagem leve.
Saio de casa, só estava Jen lá. Meu tio deve estar trabalhando e minha tia deve ter ido ao banco ou algo do tipo.
– Jen, estou indo - digo a ela
– ok, tchau Lucy, e não fala bobagens
– pode deixa - digo a ela
Pego o endereço e vou a pé. Não era tão longe, em vinte minutos já tinha chegado.
– Oi David - digo entrando.
Na sala me deparo, com um ser no qual eu queria nunca mais ver
– Josh???
Sim, meu padrasto estava lá
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